domingo, 20 de maio de 2012

Micoplasma

Informações da web:
Micoplasmas é o nome que foi dado às bactérias do gênero Mycoplasma, com tamanho menor (cerca de 0,3 um) do que o apresentado normalmente pelas outras bactérias. Os microbiologistas ainda discutem se as bactérias evoluíram dos micoplasmas primitivos, ou se trata de estirpes separadas, e os micoplasmas evoluíram a partir de vírus.

A diferença principal entre as bactérias e os micoplasmas é que as bactérias possuem uma parede celular sólida, e por esse motivo uma forma definida (o que facilita a sua identificação ao microscópio), ao passo que os micoplasmas possuem apenas uma membrana flexível, o que se junta ao tamanho para dificultar a sua identificação, mesmo quando observados ao mais potente dos microscópios eletrônicos.

Os primeiros micoplasmas foram detectados em 1898 no Instituto Pasteur, em tecidos de gado com artrite e pleuro-pneumonia. Daí lhes veio o primeiro nome por que foram conhecidos: pleuro-pneumonia-like organisms, ou PPLOs, nome que foi utilizado até aos anos 60. O primeiro micoplasma humano foi isolado em 1932, num abscesso. Desde então descobriram-se muitas estirpes diferentes, que são fundamentalmente específicas da espécie hospedeira (ou pelo menos de grupos específicos de animais: felinos, aves, roedores, homem e símios antropóides, etc.). Descobriu-se também que ao contrário das bactérias, que são afetadas por penicilina, os micoplasmas são controláveis por antibióticos com tetraciclina. E descobriram-se ainda estirpes que exibiam um crescimento com micélios, semelhante ao dos fungos, o que levou ao aparecimento da designação "micoplasma" (mico = fungo).

Os micoplasmas podem viver dentro de células, sem matar a célula hospedeira, à semelhança do que fazem alguns vírus e bactérias, mas também podem viver e crescer fora das células, nos fluídos corporais, coisa de que os vírus não são capazes. São responsáveis por doenças como a artrite reumatóide, inflamações alérgicas, pneumonia atípica e outras doenças, e estuda-se uma possível ligação entre estes organismos e certas doenças relacionadas com o sistema imunitário, como a diabetes e a esclerose múltipla, entre outras.

Extração de DNA da banana

Aqui está uma experiência que consiste em extrair DNA de uma banana em 11 passos.

Você vai precisar de:
  • Um terço (1/3) de banana madura;
  • Prato;
  • Um recipiente de 150 ml;
  • Uma proveta ou algo que você use para medir mililitros (pode ser um copinho de medida de remédio);
  • Uma colher;
  • 20 ml de álcool etílico num recipiente de plástico com gelo grande para o manter gelado;
  • Água quente;
  • 10 ml de solução lise (a solução lise é composta por: 20 ml de água; 10 ml de detergente - de preferência transparente -; 2 pitadas grandes de sal de cozinha);
  • Peneira de plástico;
  • Tubo de ensaio ou recipiente transparente fino.
Como fazer:
  1. Amace a banana (é só um terço de banana, e não ela inteira) aos pedaços com auxílio da mão até formar uma pasta. Se necessário, acrescentar uma quantidade mínima de água;
  2. Com o auxílio da colher, colocar a pasta na peneira e pressionar contra a malha dela, de modo a peneirar todo o material no prato;
  3. Coloque 10 ml de solução lise no recipiente vazio e adicione em seguida 10 ml da pasta de banana;
  4. Tampe o recipiente e o movimente suavemente, evitando a formação de espuma, até que a pasta se misture com a solução de lise;
  5. Coloque o recipiente com essa mistura numa vasilha com água fervendo e deixar em banho-maria (que é ferver com pouco de água numa vasilha e o recipiente dentro dela, de modo a água não entrar em contato com a mistura)  por 15 minutos;
  6. Retirar o recipiente da água quente e adicionar lentamente 20 ml de álcool etílico gelado, deixando-o escorrer pela parede do recipiente;
  7. Passe a mistura agora para um tubo de ensaio ou algum recipiente fino que permita uma boa visualização;
  8. Percebe-se o aparecimento do aglomerado de DNA como uma "nuvem" branca na fase alcoólica. Caso ainda não seja possível a visualização, misture delicadamente a amostra e aguarde 5 minutos;
  9. Caso o liquido com o DNA esteja muito turvo, adicione mais álcool e tente retirar as impurezas da banana;
  10. Se tudo tiver dado certo, você perceberá que depois de um certo tempo, o DNA se aglomerará na parte superior do tubo, e se você quiser que ele ainda fique bem espalhado, basta movimentar o tubo;
  11. Se quiser guardar a amostra, coloque o tubo de ensaio cravado numa barra de sabão (ideia do meu pai) e guarde-o onde quiser.
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